Saúde 

Introdução referente a saúde dos

nossos peixes, com um breve resumo das infecções mais comuns e outras nem tanto,  que podem acometer nosso amigos aquáticos. 

Marcus Vinicius Silva Paulussi
Fernando Sérgio Alves Monteiro

Mário Barros

 Foto: Mário Barros

Existem várias doenças comuns dos kinguios (Carassius auratus) e koi (Cyprinus carpio) que com alguma pesquisa e persistência podem ser reconhecidas e tratadas com sucesso pelo aquarista, e com assistência veterinária.  Demos ênfase a doenças comuns dos Kinguios, mas podem acometer outras espécies de peixes ornamentais também.

Introdução as doenças comuns aos kinguios

Neste primeiro bate papo, resolvemos trazer uma introdução referente a saúde dos nossos gordinhos, com um breve resumo das infecções mais comuns e outras nem tanto,  que podem acometer nosso amigos aquáticos. Existem várias doenças comuns dos kinguios (Carassius auratus) e koi (Cyprinus carpio) que com alguma pesquisa e persistência podem ser reconhecidas e tratadas com sucesso pelo aquarista, e com assistência veterinária.

Demos ênfase a doenças comuns dos Kinguios, mas podem acometer outras espécies de peixes ornamentais também.

Íctio a doença dos pontinhos brancos

kINGUIO apresentando sinais avançados de contaminação por íctio. 

Íctio é uma das doenças mais comum em aquários e é causada por um protozoário parasita o Ichthyophthirius multifiliis que vai se alimentar dos fluidos de seu peixe. Surtos desse parasita ocorrem especialmente quando existe má qualidade da água, aquário superlotado, quando ocorre uma mudança súbita de temperatura e quando um peixe infectado é adicionado à comunidade.

 

É fácil observar porque esse parasita causa irritação e inflamação. Seu peixinho vai começar a se coçar contra a decoração ou parede do tanque em uma tentativa de remover o protozoário, os peixes vão parecer muitas vezes letárgicos e com as barbatanas junto ao corpo. Além disso, os óbvios pontinhos brancos irão aparecer por todo o corpo do peixe.

Sintomas

Ciclo de vida

É muito importante entender o ciclo de vida do ictio para que você possa tratá-lo e preveni-lo. Primeiro, o protozoário se liga à pele do peixe e começa a se alimentar, o que causa irritação. O corpo do seu peixe começa a encapsular o parasita para limitar seu dano. Os protozoários continuam a se movimentar em torno do cisto alimentado-se e mantendo-se em crescimento.

 Foto: Mário Barros

Barbatanas juntas ao corpo, comportamento letárgico e o habito de se coçar são indicadores que o peixe pode estar contaminado por íctio mesmo que ainda não apresente os terríveis pontinhos brancos

Ilustração Mário Barros

É muito importante entender o ciclo de vida do ictio para que você possa tratá-lo e preveni-lo. Primeiro, o protozoário se liga à pele do peixe e começa a se alimentar, o que causa irritação. O corpo do seu peixe começa a encapsular o parasita para limitar seu dano. Os protozoários continuam a se movimentar em torno do cisto alimentado-se e promovendo seu crescimento. Neste primeiro estágio, é muito difícil tratar o Ictio porque os medicamentos não podem penetrar na parede do cisto ou atingir o parasita. Nesse estágio, o protozoário Ictio é chamado de trofozoíto. Quando o tropozoíto amadurece, é chamado de trophont. Nessa fase ele se libera de seu encapsulamento no peixe e cairá no fundo do tanque. Agora começa a se dividir em centenas de unidades infectantes chamadas tomitas. Quando o trophont se rompe, os tomites são liberados. Eles penetram na pele do peixe e o ciclo é repetido.

Você pode tratar o tanque usando medicação ou com solução salina. O tratamento "menos químico" deve ser muito mais fácil para o seu peixe, filtro biológico e sua carteira. Como medicação, você pode usar: Verde Malaquita, Formalina ou Cobre. Medicamentos não devem ser usados ​​em conjunto com a alta temperatura porque ambos reduzem os níveis de oxigênio. Menos oxigênio, combinado com problemas de respiração devido ao Ictio, pode ser fatal. 

Para acelerar o ciclo de vida do parasita, é necessário aumentar a temperatura da água em torno de 26- 30°C. Desta forma, o ciclo de vida completo será concluído em 3-5 dias. Em lagoas ao ar livre, e em aquários onde a temperatura é baixa, esse processo pode levar até um mês para se concluir. Sabe-se que a maioria das cepas de Ictio não consegue se reproduzir a uma temperatura acima de 29°C. Se você optar por usar isso como um tratamento, você precisa aumentar não mais do que 1-2 graus a cada 2 horas e manter essa temperatura por cerca de 10 dias. Não interrompa o tratamento quando os pontos desaparecerem.

 Foto: Mário Barros

Hidropsia

Primeiramente a hidropisia não é uma doença mais sim um conjunto de sintomas. E isso acontece porque algo está impedindo o funcionamento normal do mecanismo de retenção e liberação de fluidos, ou seja, a regulação osmótica do peixe. No organismo , suas células necessitam de certa quantidade de sal para funcionar, a concentração dessa quantidade de sal no peixe é maior que a concentração de sal da água ao redor dele. Sendo assim existe uma tendência em que o peixe vai perder sal para o meio ambiente e absorver água. Para contrabalancear essa perda de salinidade e manter o sal nos níveis necessários para sua sobrevivência, o peixe precisa possuir rins muito eficientes para expelir rapidamente essa quantidade de água e minimizar a perda de sais na urina. Existem células especiais na guelra dos peixes de água doce para absorver sais.

 Foto: Mário Barros

Quando o peixe está com esse aspecto inchado e escamas saltadas na maioria das vezes isso é resultado da um insuficiência renal que significa que os rins do peixe não estão funcionando como deveriam

Parasital ou viral

Quando o órgão é afetado por protozoários, metazoários ou mesmo viral. E para esses não existe remédio ou tratamento eficaz.

Hidropsia cística

Que ocorre quando cistos se formam nos rins do peixe e também não existe tratamento Não é possível saber realmente o que causou a hidropsia a não ser que um exame laboratorial detalhado seja feito.

Quais as causas da Hidropsia?

Bacteriana

Muitos fatores podem causar hidropsia a mais comum é uma infecção bacteriana, essa infecção pode ter afetado os rins do peixe e devido a isso, o órgão deixa de funcionar de maneira eficiente ou mesmo entra em colapso. Tal fato resulta numa condição de tratamento irreversível. No caso de identificada e tratada a tempo, a infecção pode ser contida e o órgão salvo. Porém é muito raro salvar um peixe que já apresenta os sintomas com escamas saltadas.

Como Tratar

 

Dependendo do que causou a hidropsia pode ser que ela não seja contagiosa, porém recomenda-se isolar o peixe em aquário hospital para evitar alguma infeção.

Para aliviar o sofrimento do peixe Pode-se adicionar sal epsom na água (que basicamente é sulfato de magnésio não o cloreto de sódio que é o sal normal). O epsom  vai auxiliar o peixe a equilibrar sua concentração de sal e liberar excesso de água, embora as vezes o peixe tratado dessa maneira pareça que apresente melhorar o sal não cura apenas alivia os sintomas.

  • Tratar o peixe com antibiótico de ampla escala de ação preferencialmente bactericida.

  • Fazer tpas diárias manter excelentes parâmetros de água

  • Aumentar gradativamente a temperadora do aquário para combater infecção 28C

  • Alimente pouco com ração de alta qualidade de preferência ração que trabalha em conjunto com antibióticos ou artemia

 

Alguns dias após o tratamento caso o peixe não apresente nenhuma melhora ou mesmo os sintomas se agravaram o estado dele é irreversível é aconselhado a eutanásia do animal.

Eutanásia não significa jogar o peixe vivo pela privada

O mais recomendado é utilizar a overdose de uma substancia como o óleo de cravo que é um anestésico natural que contem Eugenol que primeiro vai adormecer o peixe e depois impedir o funcionamento das brânquias e conseqüentemente levar o animal a óbito. A proporção é de cerca de 3-4 ml por litro de água. Considere o peixe morto apenas 20 minutos após ver o ultimo movimento das brânquias

Peixes com a imunidade fragilizada são viveiros para multiplicação de bactérias

Baixa qualidade de água Amônia ou nitritos

Alteração de temperatura

Alteração nos parâmetros da água

Peixe está sendo subjugado

Peixe que ficou em transporte

Nutrição imprópria

São exemplos de fatores que podem debilitar a capacidade do peixe combater infecções e muitos desses fatores ainda são somados um ao outro

Sintomas

Doenças de guelras

Peixes com parasitas, bactérias ou obstruções das brânquias distenderão suas guelras e farão com que elas se movimentem mais rapidamente que o normal para obter oxigênio, antes de morrer. Baixos níveis de oxigênio dissolvido na água, geralmente fazem com que o peixe busque ar na superficie repetidamente na superfície, o que é um problema quando falamos de kinguios que tem predisposição a problemas em bexiga natatoria. O exame cuidadoso de alguns peixes mortos recentemente ou doentes  ajudará a identificar a causa. Se segmentos bem definidos das brânquias normalmente vermelhas forem brancos ou esbranquiçados e viscosos, a causa mais provável é  doença branquial bacteriana.
Isso se deve a um crescimento excessivo de bactérias e Flavobacterium columnare  bactéria Gram-negativa , aeróbica, em forma de bastão,  , que geralmente  ocorrem após estresse de temperatura, em condições não higiênicas e superlotações. Essas condições estressantes devem ser corrigidas prioritariamente e, em seguida, os peixes podem ser tratados com medicação disponível em pet shops especializadas em peixes.
Caso as brânquias se apresentem mais saldaveis, mas talvez viscosas ou manchadas, os parasitas microscópicos são o caso mais provável. Estes incluem os protozoários microscópicos Costia, Chilodonella e Trichodina. Os vermes das guelras são vermes finos de 0,5 a 1,5 mm altamente ativos. Eles são visíveis apenas com uma lente de mão se o lodo branqueado afetado é raspado em um pedaço de vidro e examinado cuidadosamente em boa luz.
Doenças causadas por protozoários, são comumente vistas nos peixes ornamentais normalmente de facil diagnóstico e seu tratamento é simples, se feito seguindo algumas regras corretamente.
 

Doenças de pele


Temos o verme âncora  Lernaea e o piolho de peixe Argulus. A fêmea adulta Lernaea se parece com um pedaço de linha pesada de náilon, com cerca de 1 cm de comprimento, projetando-se da pele, às vezes com dois sacos de ovos visíveis no final.

O tratamento mata apenas as larvas de natação livre liberadas dos ovos, por isso deve ser repetido semanalmente até que todos os adultos tenham desaparecido do peixe e por três semanas a partir de então.
O peixe novo deve ser colocado em quarentena por pelo menos três semanas a 25 graus Celsius e observado a emergência dos adultos. A quarentena de novas rochas, plantas e água por uma semana, na ausência de peixes, garantirá a morte de qualquer larva.
Argulus é um crustáceo chamado de piolho de peixe com formato plano de dois a quatro milímetros, que corre sobre a pele e se esconde quando os peixes são manuseados para exame. Os parasitas devem ser retirados com pinça.
Novos peixes devem ser colocados em quarentena por pelo menos duas semanas antes da introdução. A única maneira segura de manter Argulus fora da criação é apenas trazer peixes, pedras, plantas e água de fontes livres de doenças, pois os ovos podem sobreviver por até dois meses.
Outra doença de pele que só pode ser evitada usando fontes livres de doenças é a doença de úlcera de peixe dourado. Isto é devido a uma bactéria, Aeromonas salmonicida, e é bem conhecida como manchas esbranquiçadas na pele, que progridem para úlceras vermelhas, irregulares. Os peixes afetados devem ser removidos e eutanaseados, pois não há tratamento efetivo, não devem ser  vendidos ou liberados para lagos ou rios, pois a doença é perigosa para muitos peixes nativos ou exoticos.Portanto, os peixes devem ser comprados somente de fontes livres de doença de úlcera dos kinguios, e qualquer ocorrência de doença ulcerativa suspeita deve ser relatada ao escritório do Departamento de Agricultura mais próximo dentro de 24 horas. Um estudo diagnóstico comparativo foi realizado em peixes dourados, Carassius auratus (L.), com uma doença ulcerativa cutânea de cinco locais nos Estados Unidos e um na Inglaterra e no Japão. Os peixes foram examinados quanto a parasitas, vírus e bactérias. Peixes de todas as localizações examinaram que estavam infestados por ectoparasitas; nenhuma espécie de parasita era comum a todos os locais. Nenhuma citopatologia associada a vírus foi observada em culturas de células monocamadas de cabeça chata ou de peixinho adulto (CAR) inoculadas com homogenatos de lesões cutâneas, rins e fígado de peixes doentes. A única bactéria cultivada a partir de peixes de todos os locais foi uma estirpe atípica, muitas vezes tardia, de Aeromonas salmonicida. Este organismo foi isolado de 64 de 83 (77%) das lesões totais cultivadas e foi mais prevalente em lesões precoces. Um segundo organismo comumente isolado foi Aeromonas hydrophila , que foi cultivado a partir de peixes em quatro dos sete locais e de 28 (34%) das lesões totais cultivadas. A. hydrophila foi mais prevalente em lesões terminais. Destes estudos concluiu-se que A. salmonicida era a causa provável de úlceras notadas nos casos examinados e que A. hydrophila era um invasor secundário.
Kinguios também às vezes desenvolvem nódulos coloridos na pele. Estes são geralmente tumores relativamente inofensivos, conhecidos como fibromas, mas são inestéticos. Eles podem ser removidos com uma lâmina de bisturi estéril se o peixe for anestesiado com 'Aqui-S' * e colocado em uma superfície molhada e macia. Porcedimento esse indicado somente a profissionais da area veterinaria com pratica no tratamento de peixes.  
Podemos e devemos citar aqui tambem a“varíola” da carpa é uma infecção viral caracterizada por nódulos brancos e macios na pele que reaparecem se extirpados, mas é menos comum.

As infestações da pele, bem como as brânquias, são comuns. Peixes fortemente infestados aparecem pálidos e viscosos(  com produção a normal de muco) com manchas vermelhas ou manchas na pele, uma das manifestações mais comuns  é o se esfregar contra as rochas ou paredes do tanque. O tratamento é como para vermes das guelras.
A podridão da barbatana e da cauda é bem conhecida dos criadores de peixes e semelhante à doença das guelras bacterianas; o tratamento também é o mesmo descrito a cima.
Os parasitas protozoários que afetam brânquias também serão encontrados na pele sendo examinada raspados  sob um bom microscópio; novamente, o peixe pode mostrar um comportamento "intermitente", de melhora e baixa na imunidade.

 

Parasitas internos

A mais comum é a ténia koi, Bothriocephalus acheilognathi, um verme longo, fino, semelhante a uma fita branca, encontrado em massas emaranhadas no intestino. Estes são facilmente reconhecidos se os peixes afetados forem dissecados.
Peixes altamente infestados se demonstram apaticos e podem sofrer obstrução intestinal. O tratamento pode ser realizado com segurança antes que os peixes atinjam esse estágio. Comprimidos vermifugos estão disponíveis em lojas de animais. É importante seguir as instruções no rótulo e só comprar medicações perante indicação médica especializada.
Em criadores de grande escala como em fazendas, com tanques e lagos , os alevinos devem ser tratados uma ou duas vezes durante a criação antes da venda, caso se saiba que a tênia ocorre na fazenda. O verme voltará a aparecer no peixe porque é transmitido por pequenos crustáceos que vivem nas lagoas, mas apenas infestações pesadas são motivo de preocupação

Outras doenças

Doenças menos comuns, que podem ser mais difíceis de tratar, ocorrerão de tempos em tempos. Aconselhamento veterinário deve ser obtido quando a doença não puder ser resolvida usando os métodos acima. Estes incluem "hidropisia", onde o abdômen se enche de líquido, muitas vezes devido a uma infecção bacteriana. Outra causa de hidropisia que é muitas vezes negligenciada é a doença do rim, devido a um protozoário chamado Hoferellus (Mitraspora) infectando o rim. Produtores de carpas às vezes falam de "doença do sono", mas essa doença do sangue por protozoários não foi confirmada por testes de laboratório.
        Recentemente, o "herpesvirus 2" ciprinídeo do kinguio tem sido relatado como causador de morte de muitos kinguios em alguns paises. Dentro das normas FAO.OIE dez doenças de peixes são de notificação obrigatória, sendo oito de origem viral. O herpesvírus 3 (CyHV-3) e a veremia primaveril da carpa (SVC) são de notificação obrigatória segundo a OIE, com alta taxa de mortalidade. O herpesvírus 2 (CyHV-2) tem taxa de mrtalidade de 50-100% e acomete Carassius auratus. O Herpesvírus 1 (CyHV-1) causa uma dermatopatia. O vírus causa danos ao fígado, baço e rim dos peixes afetados, resultando em alta mortalidade. A doença é intratável. O vírus não afeta as carpas. Um herpesvírus relacionado (herpesvírus koi) tambem é relatado.

 

Prevenção de doenças

O primeiro passo é colocar novos peixes em quarentena e examiná-los para as doenças descritas acima, antes de introduzi-los nas lagoas principais da fazenda. Obter estoques de criadores livres de doenças como a úlcera dos kinguios, Argulus e Lernaea em particular. Tente remover parasitas por tratamento durante a quarentena. Um período de quarentena de pelo menos três semanas é aconselhável. A boa criação é vital para manter os peixes livres de doenças. Evite altas taxas de lotação e condições anti-higiênicas devido a incrustações com alimentos, fezes, peixes mortos e algas. Reduza os choques e flutuações de temperatura. Inspecione os peixes regularmente e trate os parasitas antes que eles saiam do controle.

Essa é uma breve introdução as patologias que nossos amigos Kinguios podem apresentar, como escrito a cima. Para se aprofundar em determinadas doenças acompanhem os proximos artigos postados.

Bibliografia

-Fabiana Pilarski, Pedro Henrique de Oliveira Viadanna Epidemiologia e patologia de ciprinideos infectados com herpesvírus 1, 2 e ou 3 no Brasil, do período de 2012-2013. 2017.

-DIANE G. ELLIOTT , EB SHOTTS JR Etiologia de uma doença ulcerativa em goldfish Carassius auratus(L.): exame microbiológico de peixes doentes em sete locais. 1980.

-L. R. Karen, F. A. Neil, Frye,L. A. Gregory.Rapid Review of Exotic Animal Medicine and Husbandry. 2008.

- http://www.aquaflux.com.br/forum/viewtopic.php?t=4519 acessado em  29.03.2018.

-http: //goldfish-emergency.com  acessado em 27.03.2018

Foto: Mário Barros